quarta-feira, 25 de janeiro de 2012


Discussões a cerca do texto de Marcelo Tas

      O apresentador Marcelo Tas, trata em um trecho de seu texto da superestimação e da subestimação do uso das tecnologias, não devemos ficar parados olhando nostalgicamente o que ocorre, como se tudo o que foi bom está no passado, como se tivéssemos que viver o passado para sermos felizes e nem achar que o que vivemos hoje em termos de tecnologia não está alterando em nada os rumos da sociedade, como se estivéssemos apenas cumprindo uma etapa de um curso super calmo de um rio. O autor questiona os extremos, assim como Lúcia Santaella quando nos fala as discussões sobre a pós- modernidade que se insinuou no seio da cultura em contrapartida a um momento de mudanças profundas sofridas em determinado período. Precisa-se dar atenção a fenômenos como os que estamos vivendo, fazendo parte e procurando entender cada vez mais os seus significados nas transformações sociais de hoje. Pensar ,criticar e entender esses processos sem manter a distância e sem venerá-los demais, achar um meio termo tal qual um cientista deve fazer com seu objeto de estudo.
      Vejo a citação do autor “Inventou-se a motocicleta e a gente fica falando do pneu, do aro, do banquinho e não falar da viagem que a gente tem para fazer com a moto” como sendo um alerta ao que falamos na questão anterior, não podemos ficar frente a tecnologia como crianças deslumbradas com um brinquedo novo e de última geração, as tecnologias estão ai para nos servirem e facilitarem a minha vida para que eu veja mais, aproveite mais, viva amis intensamente e não que eu me torne uma refém de seus caprichos e funções, sentir mais ao invés de olhar exteriormente acho que esse deve ser o sentido.
      O autor nos alerta para as novas formas de se relacionar com as informações, até mesmo cita que vivemos em um mundo repleto de informações, e que o que hoje temos em nossas mãos com essa gama de informações é o dever de selecionar o que é relevante, o que é importante no momento oportuno e saber fazer  a escolha certa no momento certo, discernir o que faz sentido pra mim, o que pode tornar a informação relevante em minha vida.
      James Bowen e Peter Hobson em um texto no site http://criticanarede.com/professor.html nos dá uma ideia do papel do professor como a que discutida pelo apresentador Marcelo Tas, ambas as abordagens nos fala para uma posição mais atuante e menos invasiva no processo de aprendizagem, o professor passa a ser aprendiz também junto com o aluno, assim a sala de aula passa a ser um local de discussão e construção do conhecimento, sendo assim possível  a seleção do que é relevante através do discernimento. Preocupa-me apenas nesse sentido quanto a maturidade dos educandos nesse processo.
      “Então a gente já vive imerso nesta gelatina de informação e cada pessoa tem o seu filtro, sua maneira de se relacionar com isso”, essa foi uma afirmação de Marcelo tas em seu texto, nos leva a refletir que como Lúcia santaella discutiu em seu texto e o que estamos fazendo aqui ao longo das discussões a cerca dessas questões é chegar a essa definição. A de que vivemos imersos em um processo diferente de cultura e que nem mesmo nos damos conta disso, nos utilizamos ao longo de muitos tempos de uma farta variedade de culturas e nunca nos sentimos pertencentes a ela, estamos acostumados a analisá-la, reverenciá-la, mas quase nunca a entender o seu papel em nossas vidas. Tentar manter a relação com os tipos de culturas de uma forma mais normal possível, para não incorrermos nos erros de nos distanciarmos demais ou nos absorvermos demais é uma tarefa que o professor deve fazer e entender a sua relevância.

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